Lançado em novembro de 2020, o Pix — serviço de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central do Brasil (BC) — já é o meio de pagamento mais usado no país, segundo as notícias divulgadas no último dia 20 de dezembro pela entidade.
Atualmente, a ferramenta é usada por 76,4% da população brasileira — percentual que era de 46,1% em 2021. Depois, aparecem os outros meio de pagamento, como o cartão de débito, usado por 69,1% dos brasileiros (61,7% em 2021); o dinheiro, utilizado por 68,9% das pessoas (83,6% em 2021); e o cartão de crédito, usado por 51,6% da população do país (44,5% em 2021).
Os dados são da pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, do BC, que, entre os dias 28 de maio e 1º de julho de 2024, ouviu 2.000 pessoas (sendo metade do público específico de caixas de estabelecimentos comerciais).
O estudo foi realizado em todas as capitais do Brasil e em municípios com mais de cem mil habitantes — “a única exceção foi o estado do Rio Grande do Sul (RS), por conta da catástrofe climática ocorrida em maio deste ano”, salientou o Banco Central. “As entrevistas previstas para o RS foram redistribuídas em cidades de Santa Catarina e Paraná”, esclareceu a entidade.
As conclusões da pesquisa do BC também apontaram que o Pix é amplamente usado por homens e mulheres, de todas as classes sociais e nas cinco regiões do país.
“No recorte por gênero, 74,5% das mulheres o utilizam. Com relação aos homens, o percentual é um pouco maior: 78,4%. Na comparação por idade, a utilização é maior entre os mais novos: 87% entre as pessoas de 16 a 24 anos; 91,2% entre 25 e 34 anos; 91,1% entre 35 e 44 anos; 71,4% entre 45 e 59 anos; e 43,9% a partir de 60 anos”, detalhou o Banco Central do Brasil.
“O Pix também é usado por pessoas de todas as faixas de renda. Os percentuais são de 67,8% para quem recebe até dois salários mínimos; 79,9% no grupo de dois a cinco salários mínimos; 80,0% no grupo de cinco a dez salários mínimos; e 91,7% para a faixa superior a dez salários mínimos”, especificou o BC.
A reportagem completa publicada no site do Banco Central traz mais dados e informações sobre o assunto.