O número de pessoas refugiadas no mundo — ou seja, que estão deslocadas à força de suas casas devido a perseguições, conflitos, violência e violação de direitos humanos, e eventos que perturbam seriamente a ordem pública — cresceu 8% em 2023 na comparação com 2022. Até o final do ano passado, mais de 117 milhões de pessoas estavam nessa situação, segundo dados da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Trata-se de “um acréscimo de 8,8 milhões de pessoas” ante o ano anterior, frisou a entidade. A alta segue “uma tendência de aumentos anuais há 12 anos”, enfatizou, ainda, a ACNUR.
As notícias da Agência também são de que, dentre esse contingente de mais de 117 milhões de pessoas:
- 43,4 milhões de refugiados e outras pessoas estão necessitando de proteção internacional;
- 68,3 milhões de pessoas foram deslocadas internamente; e
- 6,9 milhões de pessoas são solicitantes de asilo.
A Agência das Nações Unidas para Refugiados ainda informou que, do total das mais de 117 milhões de pessoas deslocadas à força de suas casas devido a perseguições, conflitos, violência e violação de direitos humanos, e eventos que perturbam seriamente a ordem pública, cerca de 47 milhões (40%) são crianças. Além disso, “até o final de 2023, uma em cada 69 pessoas globalmente, ou 1,5% de toda a população mundial, estava deslocada à força, quase o dobro do que há uma década”, acrescentou a entidade.
Outro dado apontado pela ACNUR é que, ao final de 2023, os países de baixa e média renda acolhiam 75% dos refugiados do mundo e outras pessoas necessitando de proteção internacional. “Por outro lado, os países menos desenvolvidos forneceram asilo para 21% do total”, comparou a Agência. Ainda, “69% dos refugiados e outras pessoas necessitando de proteção internacional viviam em países vizinhos aos seus países de origem”, complementou a entidade.
Mais informações sobre o assunto estão disponíveis na íntegra da publicação feita pela Agência das Nações Unidas.