Taxa de “Empreendedores Estabelecidos” sobe para 9,9% no Brasil

A taxa de “Empreendedores Estabelecidos” no país (ou seja, aqueles que possuem negócios com mais de 3,5 anos de operação) voltou a crescer no ano passado, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2021.

Os dados do relatório — que, no Brasil, é realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) — mostraram que a taxa de Empreendedores Estabelecidos no Brasil era de 8,7% (da população adulta, entre 18 e 64 anos de idade) em 2020, mas passou para 9,9% em 2021.

Segundo o que destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles, essa alta que foi observada na taxa de Empreendedores Estabelecidos aponta que parte dos empreendedores que abriram uma empresa nos últimos anos conseguiu sobreviver à pandemia de Covid-19. Para ele, esse resultado positivo pode ser um reflexo de medidas de apoio aos donos de negócios e à população — como é o caso, por exemplo, do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe); do Auxílio Emergencial; e do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

“Essas iniciativas deram mais fôlego para os empreendedores e permitiram que eles sobrevivessem aos impactos da pandemia. Esses programas foram essenciais para que muitas empresas se mantivessem abertas”, ressaltou Melles.

As informações da GEM 2021 ainda são de que, com a taxa brasileira avançando para 9,9%, o país subiu para a sétima posição no ranking de “Empreendedores Estabelecidos”, que avalia esse índice em 50 países. O Brasil só perdeu, em 2021, para a Coreia do Sul (16,4%), que encabeça a lista, para a Grécia (14,7%); para a Guatemala (12,7%); para o Cazaquistão (12,1%); para a Polônia (11,1%); e para a Turquia (11%). Em 2020, os brasileiros ocupavam a 13ª colocação nesse ranking.